Painel debate o futuro das centrais de negócios durante a 33° Superminas

16/10/2019 Noticias

Das 9h30 ao meio dia,   da manhã deste segundo dia da Superminas, o assunto no auditório Esmeraldas, foi o painel "Os desafios na estruturação e manutenção das Centrais de  Negócios".  Os palestrantes  foram o superintendente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Márcio Milan, e o consultor Adriano Dienstmann tendo como moderador o sócio-proprietário do supermercado Rei do Arroz, de Santos Dumont e diretor-executivo da rede Supermais, Caetano Caetano.  

Milan apresentou os resultados da "Pesquisa de redes e centrais de negócios 2019" com um panorama do segmento em 2018 e 2019. Ele mostrou um ranking do setor, o crescimento das centrais nos últimos anos e os motivos que levam as empresas a se associarem, além da importância de os pequenos se unirem. "Quado a gente verifica os dados, a gente vê que as centrais de negócios têm um crescimento muito próximo dos que ocorre com os atacarejos", justifica.

Ao final da apresentação, Milan apontou alguns desafios pelos quais as centrais passam e que precisam ser superados, como agirem em espírito de unidade empresarial; entenderem a convivência com os sócios, e a transformação da centrais em S.A.s, esta como um caminho futuro. Além de outros vários desafios, os objetivos comuns dos associados, o sistema de informação integrado e o compartilhamento de informações foram citados.

No entanto, o superintendente da Abras apontou oportunidades que podem mudar o caminho das Centrais como adotarem o modelo 4.0, maior uso da informação para atrair fornecedores "80/20", e a adoção de gestão mais tecnológica. Após mostrar um gráfico que aponta o crescimento das centrais ele ressaltou. "Realmente é um bom negócios fazer (participar de) essa associação".

Em seguida, o consultor Adriano Dienstmann apresentou "O futuro das Centrais de Negócios: uma nova organização empresarial". Uma palestra sobre metodologias e estratégias para as Centrais de Negócios. O consultor falou dos  modelos de centrais mundo a fora, destacando a importância de as redes se associarem  nos formatos mais adequados para si de acordo com o perfil. "O modelo comum começa pela compra,  mas não se sustenta pela compra" disse, se referindo aos modelos de acordos comerciais com o fornecedor por exemplo. "Os mesmos associadas que fazem com que centrais cresça são os mesmos que a desmancham", alerta, chamando a atenção para a necessidade de os participantes serem realmente unidos nos mesmo objetivos e com visão comercial parecida.

Um problema comum citado por Dienstmann, por exemplo, é a escolha de quem vai conduzir a associação. Normalmente, um empresários dono de um supermercado que fatura uma quantia até 10 vezes menor do que ele vai administrar. Ilustrando, uma proprietário que administra uma loja com faturamento de R$ 10 milhões, vai ser o gestor de um orçamento de R$ 100 milhões da central, uma cifra com a qual ele não está acostumado. Nesse caso, ressalta, o consultor, o ideal é contratar um executivo acostumado a administrar grandes orçamentos.

A pesquisa apresentada por Márcio Milan está disponível AQUI